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colunista: Diego Papanduva: Sofrimento total
Passamos pela primeira prova de fogo. Das 3 partidas que definirão a vida ou morte do Figueirense na Série A, ganhamos a primeira. Agora o técnico Pintado deve corrigir os muitos erros do jogo de hoje e focar nas próximas duas decisões, contra Botafogo e Internacional.
O Jogo
A partida de hoje foi para derrubar cardíaco. O que foi aquilo? 7 gols feitos e 70 perdidos, de ambos os lados. Uma partida atípica. Um gramado encharcado, uma noite de muita chuva e uma torcida fiel (embora pequena demais para a importância do jogo, deve ser a chuva...).
O Figueirense começou como jogou o campeonato todo: cochilando. Deu bobeira, como sempre, e tomou um gol ao primeiro minuto de jogo. Justo num jogo onde os jogadores passaram uma semana toda se preparando, se concentrando, onde era sabido por todos que era de vida ou morte... Náutico 1 a 0.
Por sorte e por ajuda do goleiro Eduardo, do Náutico, o Figueirense marcou o gol de empate logo na sequência, com (acredite se quiser) Tadeu de cabeça. Depois, aos 10 minutos, a jogada mais linda do Figueirense no campeonato deste ano: Rafael Coelho recebeu belo passe de Cleiton Xavier, insistiu, driblou 2 marcadores, acreditou na jogada de linha de fundo e cruzou novamente pra o nosso capitão virar a partida, Cleiton Xavier fez Figueira 2 a 1.
Mas a novidade da semana no Scarpelli foi a chegada do Pintado, não da fada madrinha. E, como a carruagem se transforma em abóbora, novamente nossa zaga voltou a ser o que foi todo o ano, uma peneira. Em outra bobeira nossa, o Náutico empatou.
Depois disso, seguiu a tônica do Figueirense no Brasileirão deste ano: Perdia gols incríveis e entregava de presente oportunidades diversas de ser goleado. Por sorte, nesta noite, o adversário era o fraco Náutico e eles também desperdiçam muitos gols. No fim do primeiro tempo, Marquinho, talvéz o jogador mais regular do Figueirense (junto com Wilson), colocou a bola na cabeça do símbolo da raça (e graças a Deus não o símbolo da técnica!) do Figueirense, e Diogo fez o 3 a 2.
No segundo tempo, mais uma furada da defesa (quando irão aprender, meu pai, quando?) e o time pernambucano empatou novamente. O 3 a 3 teve sabor de filme velho, reprisado. Parecia que iríamos morrer em casa de novo. Mas não, desta vez não foi.
Bola cruzada na área e Bruno Perrone cabeceou, bem ao estilo próprio, cabeceando pra baixo, em cima de si mesmo (em jogo recente ele conseguiu a proeza de cabecear e ele mesmo tirar o gol com os próprios pés!). A grande sorte do Figueirense é que, desta vez, a bola foi pro gol. Não iria entrar, bateu na trave, mas novamente tivemos a ajuda do goleiro pernambucano Eduardo, que colocou pra dentro no rebote. Placar final, Figueirense 4 x 3 Náutico.
Sofrido, realmente muito sofrido. Poderia ter sido mais fácil, mas, definitivamente, não parece ser este o nosso fardo neste fim de campeonato. Iremos sofrer muito ainda, mas a esperança de sorrir no final, pelo menos por enquanto, ainda está viva! Voltar
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