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colunista: Diego Papanduva: De bom tamanho
Não foi o que queríamos. Não foi o que precisávamos. Mas um empate fora de casa, depois de uma série de 6 derrotas consecutivas, ficou de bom tamanho.
O jogo
Merece destaque o desempenho da defesa. O pior setor do Figueirense no campeonato, aliás, o pior setor entre todos os setores de todas as equipes da Série A, a defesa ficou bem postada nesse sábado. Jogou fechada, atenta, eficiente. Neste campeonato, terminarmos um jogo sem tomarmos gols, não pode deixar de ser comemorado.
O Furacão foi à Belo Horizonte bem ao estilo Mário Sérgio. Fechado e saindo no contra-ataque. E jogou como o técnico quis. Empatamos porque a proposta da defesa foi excecutada à risca, com perfeição. Não ganhamos porque o contra-ataque não foi eficiente. E claro que não seria, não se consegue nada em termos de contra-atque com atacantes pesados, como Bruno Santos e Ramón. Wellington Amorim deveria ter começado jogando e Rafael Coelho deveria ser aproveitado no jogo. Tudo bem, a frase que fica ao fim do jogo é "pelo menos não perdemos."
A volta de Marquinhos foi boa. O jogador se apresentou bem, se movimentou. É bem verdade que Marquinhos desperdiçou uma boa chance, ao receber um passe longo e preciso de Cleiton Xavier (na única vez que Cleiton Xavier se lembrou que era Cleiton Xavier) aos 13 minutos do segundo tempo. Mas isso é decorrente de ficar mais de mês parado. Com ritmo, Marquinhos será uma boa opção para o grupo.
Falando em Cleiton Xavier, apesar do nosso capitão nem de longe lembrar o craque do início do Brasileirão, pelo menos se apresentou para o jogo. Brigou, deu carrinho. Mostrou vontade, característica essa que fazia tempo que não se via no nosso camisa 10. Mais esperança para o fim do campeonato.
Futuro
Apesar do ponto conquistado, o futuro ainda é mais negro do que alvo pra o Figueirense. Podemos ainda terminar esta rodada na zona da degola. É preciso uma grande "corrente de secação" pra cima de nossos adversários diretos.
Na próxima rodada, tal como o jogo de hoje, teremos mais uma "final" contra o Vasco da Gama, no Rio de Janeiro. Jogo de seis pontos onde perder significa um passo a frente a beira do precipício da segunda divisão. Temos que ganhar, não tem jeito. Daqui pro fim do campeonato, todo jogo tem que ser encarado como decisão, todo jogo é jogo de copa, todo jogo deverá ser na raça, fechado atrás e aproveitando as oportunidades na frente. É a única saída para o Furacão! Voltar
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